terça-feira, 28 de setembro de 2010

Consenso nos Precatórios

Centrais de conciliação diminuem atrasos nos pagamentos, e levam à satisfação das partes nas audiências

Já não se ouve falar em acúmulo de pagamentos de precatórios. Devedores e credores estão sendo beneficiados com o trabalho de conciliação desenvolvidos nos tribunais. O sucesso nas conciliações é resultado de uma evolução sólida, cujo consenso permitiu que as decisões judiciais que não eram cumpridas fossem resgatadas. A partir do trabalho desenvolvido, as pessoas readquiriram a esperança de receber os seus direitos. Até setembro deste ano, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) já havia pagado em torno de 2200 credores, entre doentes graves e beneficiários a partir de 60 anos de idade.
A Central de Conciliação de Precatórios (CEPREC) foi implantada pela Resolução da Corte Superior do TJMG nº. 417/2003, sofrendo regulamentações pelas normas da Portaria da Presidência do TJMG nº 1.477/2003, da Resolução da Corte Superior do TJMG nº 519/2007 a da Resolução nº 115, de 29 de junho de 2010. O órgão foi criado, pioneiramente na Justiça Comum, para solucionar, pela via conciliatória, a dívida dos precatórios, em razão do seu grande acúmulo. As audiências conciliatórias são feitas na capital e em pólos regionais do Estado.
O precatório é uma ordem judicial para pagamento de débitos dos órgãos públicos federais, estaduais, municipais ou distritais. Esses débitos, frutos de indenizações, salário de servidores, desapropriações, etc, recaem sobre os órgãos públicos por terem sido condenados judicialmente. Coordenador da CEPREC, o juiz Ramom Tácio de Oliveira disse existir atualmente cerca de onze mil precatórios, envolvendo dívidas do Estado e dos municípios. Ele enfatizou o papel do Tribunal nas centrais de precatórios. “O TJMG é o responsável por administrar as conciliações e os pagamentos das dívidas”.


Sucesso nas Conciliações
Os acordos geraram o fim dos intermináveis recursos em precatórios e a correção dos inúmeros erros materiais, além de uniformizarem os procedimentos e interpretações. Entre os municípios, 280 integram as conciliações do TJMG e 61 estão em regime especial. Foram pagos 190 milhões de dívida de municípios, causando a inibição do mercado paralelo de precatórios e grande sucesso na Conciliação Itinerante, dando fim aos pedidos de intervenção.
As conciliações de quitação de precatórios tiveram 100% de acordos. Foram pagos precatórios vencidos do Estado dos anos de 1995 até 2003. O resultado gerou uma economia para os cofres públicos em torno de 1,8 bilhões. Em pouco mais de 2 anos, houve quitação de uma dívida do Estado e de sua Administração Indireta próxima de 2,7 bilhões de reais. No total, 25 entes da Administração Indireta do Estado ficaram em dia. Dos 472 municípios devedores, 135 estão em dia e 301 estão próximos de regularização, isto é, possuem dívida vencida entre 2008 a 2010.
Para alguns entes devedores ficaram estabelecidos pagamentos em 15 anos. Alguns outros, conquistaram o direito de pagar a sua dívida com a destinação de 1%, sobre sua receita líquida. Há uma boa relação entre os tribunais e os setores públicos. Em dois anos de conciliações, o TJMG pagou dívidas vencidas correspondentes a 10 anos.

Pagamento em Regime Especial
O TJMG tem adotado medidas para garantir o pagamento prioritário aos credores de precatórios alimentares, que sejam maiores de 60 anos ou portadores de doença grave. Para a garantia do pagamento prioritário, entretanto, é necessário que os titulares peticionem, através dos seus advogados, patronos da causa, requerendo o direito, pois se torna impossível, num primeiro momento, fazer o levantamento dessas pessoas.
É necessário, portanto, um simples pedido por escrito protocolizado no Tribunal de Justiça, rua Goiás, 229, Centro, ou, ainda, via protocolo integrado. O pedido do pagamento prioritário deve vir anexado com a documentação comprobatória, além de procuração atualizada. O próprio credor pode também imprimir o formulário abaixo, preenchê-lo e enviar pelo protocolo. Para liberação (do crédito do maior de 60 anos), será dada a ciência ao advogado original.
O artigo 12 da Resolução 115/2010 do CNJ (requerimento da preferência), enfatiza a cronologia preferencial promulgada na Emenda Constitucional 62/2009. São considerados idosos os credores originais de precatórios com 60 anos até 9/12/2009; titulares com 60 anos ou mais na data da expedição do precatório de natureza alimentar; precatório alimentar de credor portador de doença grave; limite do pagamente até o triplo dos pequenos valores (art. 100, § 2º, CR; art. 97, §§ 6º e 18 do ADCT).
Pagamentos em regime especial sem cronologia, através de sobra de recursos (Decreto do Executivo), podem ser realizados por leilão de entidade credenciada pelo Banco Central ou comissão de Valores Imobiliários, e/ou ordem crescente de valor, isto é, pagam-se primeiro os precatórios de menor valor, e/ou acordo direto com credores (conciliação).
O prazo para pagamento em Regime Especial termina na ocasião em que o valor depositado ultrapassar todo o saldo judicial a pagar, se a opção de pagamento tiver sido feita pela incidência percentual sobre a receita corrente líquida. Caso a opção seja feita pelos 15 (quinze) anos, o regime termina ao final do prazo.

Esta matéria foi feita para a Revista In Focco, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em estágio realizado no òrgão em jornalismo. Seus dados, fontes e apurações são verdadeiros. Matéria de Júlia de Andrade.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Separação acaba em assassinato

Motivado por ciúmes, ex-marido teria assassinado enfermeira com dois tiros na madrugada de ontem na rua Guarani

Um quadro de Nossa Senhora na parede, flores de plástico, um Buda de porcelana vermelho e um cinzeiro cheio sobre a mesa retratavam uma vida de muitas crenças, simplicidade e romantismo. Foi ao som de “melodias inesquecíveis” tocando em um aparelho portátil que a polícia encontrou morta aparentemente vítima de um ciúme obsessivo, a enfermeira Maria Dolores Prata, 34 anos.
O crime ocorreu no centro de Belo Horizonte, na rua Guarani há três quarteirões do mercado central. A polícia acredita que a enfermeira, morta com dois tiros, foi assassinada por seu ex-marido João Palmeira, 23 anos, desempregado. Maria Dolores Prata foi encontrada morta no antigo apartamento do casal que há dois meses havia se separado. Após a separação, João Palmeira, inconformado com o fim do relacionamento, teria executado Dolores.

Passional

Segundo Daniele Maria, amiga de Dolores, o suspeito vinha ameaçando a enfermeira há algumas semanas, porém a vítima não teria feito qualquer denúncia à polícia. Felipe Pedrosa, estudante de direito, vizinho de Maria Dolores, foi quem chamou a polícia após ter ouvido tiros vindo do apartamento da enfermeira. Felipe disse ainda ter visto o suposto assassino saindo às pressas do edifício.
Após chegar ao local do crime a polícia saiu em seguida pela região em busca do assassino. Foi no bar Vaga-Lume, muito freqüentado por traficantes e travestis, que a polícia prendeu João Palmeira minutos após o assassinato. A suposta arma do crime teria sido encontrada pela polícia atrás da descarga sanitária do bar.
Para o Sargento Paulo Xavier, do 23º BPM, existe a possibilidade do crime ter sido passional, já que pelo que tudo indica, Maria Dolores esteve sob companhia de seu atual namorado antes do assassinato, o que pode indicar que o suposto assassino tenha esperado para cometer o crime. Os reais motivos do crime ainda serão investigados pela polícia.
Esta matéria é um trabalho para a faculdade de jornalismo, seus dados, fontes e apurações foram passados pelo professor. Matéria de Júlia de Andrade.
Mulher moderna não é homem nem Amélia

Entre o trabalho e os filhos, mulher moderna se divide pela necessidade do emprego e a atenção aos filhos

Mãe, trabalhadora e estudante. É esse o perfil da mulher moderna, que vem estreitando cada vez mais a igualdade com o público masculino. Maria Tereza Vilano de Souza é um exemplo que retrata bem o cotidiano corrido e as dificuldades encontradas nessa rotina multitarefas que a mulher possui atualmente. Casada e mãe de dois filhos pequenos, Maria Tereza, 32 anos, trabalha em período integral em uma indústria de disco de tacógrafo e a noite cursa economia no Centro Universitário Newton Paiva.
Apesar de considerar o trabalho como uma necessidade financeira, Maria Tereza acredita também que o fato da mulher se dedicar em período integral a outros tipos de atividades pode ter “prós e contras”. Para ela, trabalhar é fundamental não apenas pelo acréscimo na renda familiar, mas também por aumentar conhecimento e aprendizado. A estudante, porém, lamenta a falta de tempo para se dedicar à família: “No final, nos dedicamos tanto ao trabalho e ao estudo que perdemos momentos importantes na vida dos filhos. Crianças se desenvolvem muito rápido e às vezes perdemos coisas irrecuperáveis”.
Após a formatura, que está prevista para o segundo semestre de 2010, Maria Tereza pretende seguir com sua vida acadêmica, iniciando um novo curso ou dando segmento à área de economia. Para ela os filhos são importantes, mas as exigências do mercado de trabalho atualmente não nos permitem parar. Mesmo pesarosa pela ausência com os filhos, Maria Tereza considera uma vitória a mulher ocupar cargos semelhantes ou superiores aos homens atualmente. Questionada sobre a velha história da “Amélia” – mulher inteiramente dedicada aos filhos e a casa – Maria Tereza diz que toda mulher, mesmo inserida no mercado de trabalho, nunca abandona seu lugar e suas tarefas no lar: “A mulher tem provado que consegue trabalhar, estudar, e ainda ter tempo para arrumar uma coisa aqui e outra ali quando chega em casa. É lógico que a dedicação não é a mesma, mas o papel feminino, mesmo que ausente, nunca deixará de existir”, finaliza.
Esta matéria é um trabalho para a faculdade de jornalismo, porém seus dados, fontes e apurações são reais. Matéria de Júlia de Andrade.
Granizo gera transtornos aos motoristas
Pânico e temor de danos nos veículos fez aumentar acidentes e congestionamento

Forte temporal com granizo deixou em pânico motoristas e causou congestionamento, acidentes e danos em muitos veículos. Ao tentar se esquivar da chuva, um motociclista e um carro colidiram em um dos pontos mais perigosos da rua da Bahia, no cruzamento com a avenida Álvares Cabral. Apesar de a tempestade ter passado rapidamente, o congestionamento durou até as 19h. Muitos motoristas se assustaram e procuraram estacionamentos cobertos para se esconderem da violência das pedras.
O acidente intensificou as passagens pelo cruzamento, o que dificultou todo o acesso da região. A tensão gerou ainda a revolta do motociclista, Everaldo Guerra, 37 anos. Exaltado Everaldo teria agredido com palavrões João Carlos Viana, 28 anos, que é advogado e proprietário do veículo que teria atropelado o motociclista.

Processo

O motociclista, que fraturou o braço esquerdo, terá de ficar 20 dias sem dirigir. Everaldo é motociclista há seis meses e trabalha fazendo entregas. Casado, pai de três filhos, mora no bairro Primeiro de Maio, um dos mais pobres da capital. Três testemunhas viram o acidente e afirmaram que a culpa foi do motociclista, que ultrapassou o carro de João Carlos pela direita em alta velocidade. Apesar disso, Everaldo disse vai processar João Carlos. O advogado afirmou que vai ajudar Everaldo, mas que, de forma alguma, se sujeitará a um processo jurídico.
Segundo o cabo Modesto Serra, do 23º batalhão da PMMG, que fez a ocorrência, o motociclista teve sorte em escapar com vida, pois estava em alta velocidade e fez a ultrapassagem em um dos pontos mais perigosos da rua da Bahia, no cruzamento com a avenida Álvares Cabral. Apesar da violência do choque, a moto teve apenas alguns arranhões na pintura, mas ficou presa na lataria do carro e demorou meia hora para ser removida. O carro — um Marea zero quilômetro, foi comprado há dois dias e ainda não tinha seguro — teve a porta direita totalmente amassada e o retrovisor destruído.
Esta matéria é um trabalho para a faculdade de jornalismo, seus dados, fontes e apurações foram passados pelo professor. Matéria de Júlia de Andrade.
Justiça averigua abusos contra menores

Denuncias de violência em penitenciária estão sendo investigadas após acusações feitas por dois meninos à coordenação da Pastoral do menor

A proteção é um dos direitos cedidos aos menores infratores no Brasil. Ainda assim, foi realizada ontem, no juizado de menores, uma reunião com o objetivo de investigar denúncias sobre maus tratos a menores no Centro de Recuperação do Horto. As denúncias foram feitas por Marilene Gouveia, coordenadora da Pastoral do Menor, da Cúria Metropolitana de Belo Horizonte. As acusações teriam partido de dois meninos de 14 anos, que alegaram terem sido violentados por 14 vezes, tanto por colegas de cela quanto por um funcionário identificado apenas como “Waldir”.
Foram apresentados à Justiça dois laudos constatando a violência. Segundo Marilene, apesar da existência de ferimentos e sangramentos que evidenciassem os abusos, o atendimento médico só foi recebido quando um dos meninos desmaiou, devido à perda contínua de sangue. O promotor Sílvio de Mello Franco afirmou que será feita uma investigação rigorosa para apurar as responsabilidades. Silvio completou ainda que os documentos já estão sob posse do Ministério.


Irregularidades

Após ter visitado duas vezes a unidade, o Desembargador Roberto Carvalho Jr. disse não ter notado irregularidades. Já o diretor do Centro, Enílson Nascimento, que a princípio negou as acusações, acabou se justificando com a afirmação de que não se dispõe de pessoal suficiente para fiscalizar os dormitórios. O diretor disse ainda já ter solicitado ao Juizado de Menores a separação dos menores infratores dos demais internos da unidade, que não possuam pais ou que tenham cometido delitos leves. Ele culpou o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, pela impunidade dos menores infratores.
Durante seu depoimento, Enílson Nascimento pareceu confuso quanto a existência de um funcionário de nome Waldir. “Lá não tem nenhum funcionário chamado Waldir; bom, pode ser que tenha, não estou dizendo que não tem, mas eu não conheço, então, não posso dizer que conheço; mas, se esse Waldir existe, ele será punido” declarou o diretor.

Proteção

Apesar de terem cometido delitos, os menores infratores são responsabilidade do Estado e devem ser protegidos pelo mesmo. A proteção à criança e ao adolescente é um direito sancionado em Estatuto. A detenção do menor é feita em regime separado dos delinqüentes maiores de idade. Isso é parte do direito à condição diferenciada para um melhor desenvolvimento e recuperação. O tema é bastante polêmico e possui opiniões diferentes sobre a diferenciação no julgamento do menor infrator.
Marilene Gouveia ainda acredita nos benefícios do Estatuto da Criança e do Adolescente e defende a idéia de que é a sociedade quem precisa se preparar para ele. “O Estatuto é avançado para a sociedade brasileira; nós é que não estamos preparados para ele”, disse. Sobre os supostos abusos sofridos pelos menores da penitenciária, Marilene afirmou que “a violência sexual entre os meninos não é apenas tolerada, mas estimulada”.

Inquérito

Para Enílson Nascimento, os menores devem ser tratados sem diferenciação aos adultos. “É muito fácil falar, mas tem menino que é selvagem, que é igual fera; que tem que ser tratado como criminoso adulto”, disse. Por sua vez, o promotor Silvio de Mello Franco cobra a garantia de proteção integral devida à criança e ao adolescente pelo Estado. “O Estado deve ser penalizado, porque, moralmente, é quem deve se responsabilizar por esses meninos”, concluiu.
Após a apresentação da denúncia e à coleta dos depoimentos, será aberto um inquérito no qual o Ministério Público investigará os supostos abusos contra os adolescentes. Os laudos médicos foram anexados ao processo e poderão auxiliar nas averiguações dos maus tratos. A Justiça propôs o afastamento do diretor da unidade Horto.
Esta matéria é um trabalho para a faculdade de jornalismo, seus dados, fontes e apurações foram passados pelo professor. Matéria de Júlia de Andrade.
O mundo reencontra os Beatles
Fãs recebem com entusiasmo versão remasterizada da banda

Terminou no último dia 9 de setembro a tão esperada remasterização dos Beatles. Os 14 álbuns da banda foram reeditados em formato digipack com livretos e fotos inéditas. Além disso, cada CD terá uma faixa contendo clipes de minidocumentários sobre o quarteto. A notícia causou a satisfação de milhões de fãs em todo o mundo, e será a solução para a má qualidade de som existente nos discos de vinil.
Serão lançadas, a princípio, duas caixas distintas, uma com os CDs em versão stereo e outra com o processo original de gravação. A segunda não virá com os álbuns "Yellow Submarine", "Abbey Road" e "Let It Be", por terem sido gravados originalmente em stereo. As mixagens, planejadas cuidadosamente, foram feitas uma a uma, e a equipe técnica passou horas discutindo os procedimentos das gravações.
A previsão é de que a obra dos 13 álbuns com a coletânea de Singles Past Master, que virá acomodada em uma caixa de luxo, custe em média R$800,00. A outra caixa com a versão em mono dos 10 primeiros discos terá o valor aproximado de R$950,00. Ambas as caixas terão edições limitadas no mercado. Os CDs remasterizados custarão em torno de R$ 35 individualmente.
O trabalho realizado no catálogo dos Betales durou quatro anos. Esta será a primeira vez em que os primeiros álbuns da banda poderão ser ouvidos em estéreo. As fotos raras disponíveis nos encartes e as imagens dos minidocumentários foram editadas por Bob Smeaton e montadas a partir de um material particular dos Beatles. Um DVD contendo todos os vídeos ainda será editado, com duração de uma hora, e vendido à parte.

Leilão

Responsável pela remasterização dos Beatles, a gravadora inglesa EMI, é detentora dos direitos da Apple, o selo da banda. A aquisição foi feita durante um leilão promovido pelo grupo internacional Sotheby e a obra foi adquirida pela gravadora por 78.500 libras (cerca de 300 mil reais) há mais de uma década. A compra consistia em um rolo de fita contendo uma gravação rara do grupo Quarrymen, embrião dos Beatles, datada de 6 de julho de 1957. A relíquia pertencia a Bob Molyneux, um policial aposentado, e trazia as músicas "Puttin' On The Style" e "Baby Let's Play House".
O sucesso do projeto da gravadora foi tão grande que a seis dias do seu lançamento, as novas caixas do Beatles já estavam esgotadas no site amazon.com e muitos fãs já estão em lista de espera. A EMI postou uma mensagem no site informando que já estão providenciando a produção de novas caixas, a prensagem, porém, poderá ser demorada.
Os herdeiros de Michael Jackson terão participação direta nos lucros das vendas dos CDs remasterizados. O cantor era detentor de todos os direitos autorais das músicas dos Beatles. Em declarações recentes o ex-beatle Paul McCartneu pareceu se lamentar por essa perda. "Eu esperava que Michael Jackson me devolvesse em seu testamento o direito pelas obras dos Beatles, mas infelizmente isso não aconteceu".

Tecnologia

A tecnologia digital avançou muito desde a década de 80 e proporcionou meios de se recuperar a sonoridade das gravações antigas. Os conversores de analógico para digital evoluíram bastante e já são capazes de trabalhar com grandes resoluções. Com taxas de bits de 24 e 192 Khz, as versões digitais se tornam indistinguíveis das versões originais.
De um modo geral, as remasterizações trazem melhorias simples, porém bastante perceptíveis. Um exemplo disso é a canção “Love Me Do”, que perdeu o tom nublado e poeirento da idade e “The long and Winding Road” não traz mais a sensação de som abafado. O aumento da nitidez e da percepção dos ouvintes é parte dos inúmeros benefícios proporcionados pela remixagem das músicas.
Segundo o cantor e ex Beatle Paul McCartney, em entrevista recente à revista Rolling Stone, a pureza do som é fiel às fitas máster gravadas pela banda. “Soa como quando estávamos no estúdio gravando”, disse. McCartney completou ainda que atualmente, quando ouve a nova versão dos álbuns, sente que está de volta às sessões de gravação.


Os Beatles entre os séculos

Os anos 60 foram marcados por acontecimentos importantes, por revoluções culturais, tecnológicas e científicas. Muitos desses acontecimentos desencadearam um processo de evolução que rompeu o tempo e levou ao surgimento de costumes da atualidade. Muito importante para desenvolvimentos musicais e cinematográficos, a década de 60 deixou na história também a marca de movimentos políticos e revolucionários.
O auge de transformações da época, a onda de protestos da população negra nos Estados Unidos contra a discriminação militar ou seu rompimento com as relações diplomáticas de Cuba, não impediram que quatro jovens – Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr – iniciassem a conquista de um sonho.
Apesar de passar por momentos turbulentos, o mundo aceitou calorosamente o perfil inovador da banda. Foi quando o Brasil inaugurava Brasília, com Juscelino Kubitschek, e passava pelo golpe militar de João Goular, que se gerou, do outro lado do atlântico o quarteto Beatles. Morria Marilyn Monroe, inaugurava-se ópera em Paris, alavancava-se a primeira mulher ao espaço, pela União Soviética. E o mundo assistia atônito às exposições inéditas de Picasso, no Canadá, às retiradas das tropas americanas do Vietnã e à paz promovida fielmente por Martin Luther King, nos Estados Unidos.
Foi o tempo que deu início a nova era musical, que encontrou, quase unanimemente, o coração do mundo. O talento jovem que proporcionou ao público uma das principais mudanças de estilo musical, é revivido hoje com nostalgia, como parte da vida de muitos. Sua solidez e preponderância reluzem nos jovens do novo milênio, que mesmo sem o contato estreito de quem os assistiu antigamente, sentem a banda ressurgir com o melhor que a tecnologia proporciona.

Novo público

O surgimento dos Beatles em 1964 trouxe grande inovação ao mundo. De cabelos longos, barba e bigode, os integrantes da banda quebraram todo o padrão rígido de visual implantado a partir do pós-guerra. Depois de Elvis Presley, primeiro grande fenômeno do Rock, o estilo musical dos Beatles revolucionou o emergente movimento “Rock’n’Roll” que trazia princípios técnicos e atinados do blues com um pouco mais de informalidade.
A evolução do Rock pós-Beatle seguiu-se durante os anos 70 com jovens que criaram suas próprias versões do estilo musical, com características influenciadas pelos Beatles. Cada uma dessas versões derivou novos personagens, cada qual trazendo sempre um pouco de si próprio. Portanto, vale dizer que existe um pedaço dos Beatles tanto no Heavy Metal, quanto no Pop Rock, no Folk Rock ou no Punck Rock.
Nos anos 80, com toda a modernidade que a nova década trazia, os anos 60 foram deixados um pouco de lado e a New Wave tomou conta das rádios. Era época de se remeter a atenção aos longínquos anos 50, através da banda Strays Cats. Apesar do surgimento de várias novas bandas, a década seguinte se iniciou carregada de Beatles. O aumento da diversidade musical não impediu que os anos 90 fossem contaminados com o velho frescor de 30 anos atrás. Esse ressurgimento se manifestou através de um movimento intitulado de “New British Pop”.
Hoje, quarenta anos depois, ainda é possível assistir a influência explícita dos Beatles. No Brasil, um caso recente de referência da banda é o grupo mineiro Skank. O grupo largou o reggae e os metais para se aproximar de seus ídolos dos anos 60. Recentemente o grupo declarou a uma revista estrangeira que o próximo álbum da banda, será musicalmente inspirado pelos Beatles. A expressão atribuída ao último álbum do Skank, de que estaria “Beatles pra Caralho” é explicada pelo vocalista da banda Samuel Rosa. “Não somo nós que estamos Beatles pra caralho, o mundo está Beatles pra caralho”.
Esta matéria é um trabalho para a faculdade de jornalismo, porém seus dados, fontes e apurações são reais. Matéria de Júlia de Andrade.
Brasil será sede Olímpica em 2016
Após três tentativas, Brasil conquista a sede dos jogos Olímpicos de 2016

Apesar de concorrer com países bastante estruturados, o Brasil venceu hoje a disputa pela sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A escolha foi feita pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), em Copenhague, na Dinamarca. O Rio de Janeiro, que havia sido nominado finalista em 2008, disputava a última etapa com Chicago (Estados Unidos), Tóquio (Japão) e Madri (Espanha). Essa foi a terceira vez que o Brasil disputou a sede das olimpíadas.
A conquista é valorosa para todo o país e auxiliará no desenvolvimento econômico e social. A vitória ajudará também na divulgação da imagem brasileira aos demais países do mundo, propagando o turismo e o investimento no Brasil. A velha imagem de país “subdesenvolvido” ou de menor potencial, poderá enfim ser desfeita. A oportunidade permite que o povo brasileiro vá além do samba e do futebol e que mostre ao mundo sua face multicultural.
Mesmo se tratando de um fato muito relevante para o crescimento brasileiro, ainda há os que relutem com o receio do gasto exagerado nas infra-estruturas esportivas do país. É certo que o Brasil não foca seus investimentos no incentivo esportivo e não possui a variedade de modalidades de muitos países. Mas vale lembrar que o Rio de Janeiro, como sede olímpica, pode ser um primeiro passo para grandes melhorias urbanas e educacionais.
O início das conquistas, com os jogos Pan Americanos, se estendeu à Copa de 2014 e agora se completa com as Olimpíadas de 2016. Essa é a chance de se multiplicar os planejamentos de tráfego, de criar alternativas de transportes, de se organizar a receptividade turística no Brasil. A maré de oportunidades tem de ser aproveitada ao máximo, para que o povo brasileiro se beneficie de todas as suas conseqüências.
Esta matéria é um trabalho para a faculdade de jornalismo, porém seus dados, fontes e apurações são reais. Matéria de Júlia de Andrade.